sábado, 2 de janeiro de 2010

Diferenças com um mesmo tom

Foto-montagem: Leandro Feales

Minha caixa postal se encheu de Natal, de um estranho Natal de consolo ou desconsolo: as teorias sobre o "mal" - assim terminou sendo batizado - que nos agride. Recebi mensagens de todo o espectro de posição político-ideológica, alguns se justificam - escrever-me parece ser um grande passo na tomada de posições referentes a situação nacional - e me mandam estranhos recados para terceiros que não têm tempo, nem medo, de responder.

Por sorte a caterva de estranhos anônimos dialogadores não é o que me inspira, senão meus amigos: meus amigos e eu - dispersos,confundidos, convencidos, desolados, distantes, aterrados e sós - tratando de salvar nossos laços, de encontrar um ponto que nos una nesta consciência que de tanto querer ser una, converteu-se em nenhuma.

Meus amigos me perguntam porém eu não tenho resposta, aconselham-me porém não os quero escutar, explico-lhes, porém me interpretam mal, querem-me porém não os posso abraçar. Temos sido a geração zero, a perdida, a Y, a pós-revolução, temos sido todas sem haver feito nada.

Deveríamos ser o bloco monolítico que imortalizaría uma revolução feita por mortais, contudo a densidade foi tão grande que terminamos explodindo em átomos por todo o planeta: a geração BIG BANG. Saímos disparados de um projétil que nem sequer foi nosso: sem Culpa, sem Resposta, sem Fé, os filhos do Medo e da Distância.

Meus amigos e eu tratamos - Gmail sabe o quanto temos tentado - porém terminamos diluídos na mudança de século e a culpa...Cristo, Fidel ou o ano Zero? Dissertamos sobre a consciência, o mercado e o fatalismo geográfico. Ninguém sabe, porém para nós - filhos da desinformação - o mundo é teoria e especulação. O que é a antítese quando a tese não existe? Meus amigos e eu somos o universo pessoal, a volta à subjetividade, a introspecção, a experiência de vida como sumun para o conhecimento. Nos entendemos pela metade, nos toleramos com ternura e não nos pomos de acordo porque, no fundo, cada um fala do desespero irrisório de se sentir o último cubano.

Um comentário:

Angela disse...

Hola,

me llamo Angela Goes y soy periodista del diario O Globo, Brasil. Me gustaría entrevistarte acerca del contraataque que el gobierno cubano parece estar haciendo, utilizando la misma arma de la oposición independiente: la Internet.

Es cierto que el Gobierno está invirtiendo en los blogs de publicidad?
¿Cómo son estos blogs? ¿Qué contenido se presentan?
¿Cuántos son hoy en día (he leído que hay más de 200)?
¿Quién escribe estos blogs?
¿Qué piensa usted de esta estrategia?
¿Puede usted decirme el correo electrónico de alguno de ellos?

¿Qué otras estrategias que el gobierno ha adoptado contra los bloggers de la oposición?
Es cierto que equipos de informáticos intentan hackear los blogs alternativos o colapsarlos con insultos?


¿Cómo usted haces para escribir en tu blog??
¿Con qué frecuencia? ¿Dónde escribe? ¿Cómo acceder a la Internet?
¿Qué dificultades que usted enfrenta para poder escribir en tu blog?
Ha sido peor? Hoy en día es más fácil o más difícil?
¿Cuántos blogs de la oposición debe existir en la Cuba de hoy?

Muchas gracias,

Angela Goes
55 21 9624-4711
55 21 2534-5048
angelagoes@gmail.com
agsantos@oglobo.com